Fábulas
O Bode ioiô e o sapo cururu
Num fim de tarde de tempo abafado daqueles de derreter o juízo, o Bode Ioiô fazia uma trilha
pelo Parque do Cocó. O vento balançava as árvores, as muriçocas não dava sossego e o
bode seguia de boa, olhando a mata e assobiando
Foi aí que um sapo cururu apareceu no meio da trilha, cheio de lábia.
-Ei, macho! Tu parece ser gente boa. Bora fazer essa trilha juntos?
O Bode ioiô, que gostava de conversar miolo de pote, respondeu:
-Na hora, meu patrão, bora simbora!
O sapo era mais falso que nota de três reais. Ficou andando com o bode pela trilha, puxando
conversa e ganhando a confiança dele
Depois de muito papo e caminhada debaixo das árvores do parque, o sapo perguntou:
- Me diz uma coisa, meu chapa... tu tem medo de quê?
O bode deu uma fungada e respondeu baixinho:
-Vixe maria... eu morro de medo de cobra.
Na mesma hora, o sapo abriu um sorriso atravessado
-E o que tu veio fazer aqui no Cocó?
-Vim ver o pôr do sol. Eu acho bonito de mais
-Pois eu conheço um lugar massa pra ver o pôr do sol. Bora la
O Bode Ioiô foi atras, sem desconfiar de nada. O sapo desviou da trilha
e levou o bode até um viveiro cheio de cobra cascavel.
Quando o bode viu aquele monte de cobra se mechendo, ficou aperreado
-Valha-me Nossa Senhora!
No susto, deu um coice tão grande que acertou o sapo em cheio.
O bicho voou direto para dentro do viveiro
As cascavéis começaram a se enrolar ao redor dele, e o sapo saiu pulando, gritando e se lascou todinho.
O bode Ioiô ainda saiu aperreado no meio da mata, mas olhando pro sapo se batendo no viveiro disse:
-É, quem não tem com o que me pague não me deve nada
Moral:Quem não tem com o que me pague não me deve nada.
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Tirinha da Fábula
O Boi e o Bode
Um Bode folgado resolveu pastar na terra do Boi,um bicho respeitado e trabalhador. O Boi disse:
"Amigo, esse pasto é meu. Tenho que alimentar minha cria".
O Bode, teimoso, respondeu:
"Na terra de ninguém, quem chega primeiro come"
.O dono da fazenda chegou e viu a confusão. O Bode, tentando se safar, disse que o Boi o tinha empurrado.
O Boi, calmo, apenas abaixou a cabeça, mostrando seu chifre quebrado de tanto trabalhar na roça.O fazendeiro,
sabendo da labuta do Boi, espantou o Bode e deu-lhe uma chibatada.
Moral: A mentira tem perna curta e a honestidade vence a teimosia.
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Tirinha da Fábula
O Carcara e o sabia
No tempo da seca braba, um Carcará (ave de rapina) vivia a atormentar os bichos pequenos.
Um dia, avistou um Sabiá cantando numa galha de juazeiro e disse:
"Prepare-se, cabra ruim, que hoje vou te comer!"
.O Sabiá, esperto, respondeu:
"Vôte, seu Carcará! Mas olhe, lá embaixo tem um Tatu-bola todo recheado que o fazendeiro deixou cair. É mais suculento que eu, que só tenho pena
".O Carcará, ganancioso, voou rápido para pegar o Tatu-bola, mas quando chegou perto,
o bicho se fechou todo e virou uma pedra dura. O Carcará quebrou o bico e o Sabiá fugiu
Moral: A esperteza e a inteligência valem mais que a força bruta.
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Tirinha da Fábula
A Cigarra, a Formiga e o Sanfoneiro
Na beira do roçado, uma Formiga trabalhava o dia todo, carregando folha seca pro formigueiro.
A Cigarra só queria saber de cantar forró.A Formiga reclamava:
"Deixe de vadiagem, Cigarra! O inverno chega e tu não tem o que comer".
A Cigarra dizia:
"Calma, comadre! O inverno é longe, vamo curtir o som".
Quando chegou a chuva, a Cigarra tava tiritando de frio. Bateu na porta da Formiga, que disse:
"Eu te avisei, artista!"
.Mas aí chegou o Grilo Sanfoneiro, que também não tinha estocado comida,
mas tocou um forró tão animado que a Formiga riu e convidou os dois pra comer,
alegrando o formigueiro com música
Moral: O trabalho é importante, mas a arte e a alegria também sustentam a vida.